Ao longo de nove meses, dei por mim muitas vezes a refletir, sobre a ajuda das nossas mães/familiares nos primeiros dias de vida com os nossos bebés. A verdade, é que nunca encarei esse ponto de vista de maneira muito positiva.
Atenção, não quero ser mal interpretada, aceito outros pontos de vista que não o meu, são apenas pontos de vista.
Na minha opinião e durante a minha gravidez, como já referi anteriormente, sempre me questionei se faria sentido usufruir da ajuda da minha mãe. Na minha cabeça não fazia qualquer sentido. Isto porque segundo o meu ponto de vista, é uma fase pela qual a nossa vida, sofre grandes alterações a todos os níveis, quer a nível emocional, conjugal, social entre outros.
Considero que nesta fase, faz sentido sim, haver muito apoio por parte do pai do bebé e quando digo muito apoio é muito apoio mesmo, que é o nosso companheiro desta aventura. É com ele que todas as transformações surgem desde a gravidez até à chegada do bebé, e é com eles que nos vamos ter que adaptar, é com eles que vamos ultrapassar medos, inseguranças, não com as nossas mães ou qualquer outro familiar que esteja por perto.Deixemos apenas a parte boa para os avós, pois é isso que lhes devemos enquanto filhos.
Após o nascimento da Mia e o nosso regresso a casa, foi para mim um recomeço, agora a três, insegura, feliz e angustiada, com o mundo nas mãos, mas esses sentimentos todos, foram vividos na intimidade enquanto casal (NÓS) e querem saber, não me arrependo, foi tão intimo, tão lindo, tão bom, um momento tão nosso que não partilharia com ninguém, é NOSSO.
Correu bem sim, correu muito bem... Também não seria possível correr tão bem se não fosse a preciosa ajuda do meu marido... esteve lá sempre, nas inseguranças, nas angustias,nas lágrimas, nos sorrisos,
nas noites mal dormidas, nos primeiros momentos a três, enfim sempre que foi necessário ... Porque este era o NOSSO momento, era o início de uma vida nova.
Os avós são parte integrante na vida dos netos sem dúvida, mas existem momentos que são apenas nossos e o inicio de vida a três é um deles.
Acredito que muitas de vocês, que estão prestes a viver este momento se questionem, é normal. O conselho que dou é que ouçam o vosso coração, lá encontraram a resposta, não é melhor nem pior é a vossa decisão.
LP